domingo, 29 de abril de 2012

nova poesia


Rebelde sem casa

Nunca me vali de que “os fins justificam os meios”
Então será que os mamilos justificam os seios?
Acredito que para ser maquiado tem-se que ser maquiável
E pra maquiar?
Devemos ser maquiavélicos?
Isso tudo que me ensinam que dizem ser lógico, mas nunca aprendo,
Ignoro quando posso, quando permitem ser verdadeiro
a minha liberdade vai até onde encontra a libertinagem de quem está em cima

A cada som disforme, que eu toco ou dou cotoco,
Simplificam meu dizer em rebeldia antipática
Experimento na pele tinturas e odores que me lançam
ou eu lanço sem perceber
Fico sempre o autor do peido
E acabo em lugar nenhum
Com a língua mordida
Mas não haverá quem diga e eu acredite
Que Ordem ou Progresso fica bonito
Cobrindo esse céu estrelado, azulado, infinito...

quarta-feira, 23 de junho de 2010

6 meses


Dia 21, segunda, completei 180 dias sem cortar o cabelo. Está grande e as pessoas não encontram mais outra alternativa para frescar comigo. Isso é legal. De certa forma mostra a pequena capacidade inventiva que têm os que me rodeiam. Queria ver alguma outra desculpa para falarem mal de mim. Não sei contar piadas? Já foi, todos sabem. Espero sempre para ver o tipo de deboche que vão inventar contra mim.

A verdade é que adoram me tachar. Adoram tachar todo mundo. "Você é isso e pronto, não há como mudar". De vez em quando, alguém acredita e vira o que os outros dizem. E de vez em quando, alguém acredita e me faz virar o que os outros falam. Me transformo num clichê. Aí vem a exclusão social. E aí todos começam a me odiar sem ao menos me conhecer. E tudo por causa do cabelo.
_Por que você não corta, então?
_E virar um fraco?! Brincadeira. A verdade é que tudo isso não me importa.

Pois é, 6 meses...
_Tá pagando alguma promessa?
_Não.
Perguntam o porquê de deixá-lo crescer.
_No momento em que estou, esqueci. Mas havia um significado, havia sim. E quando alguém ironizava meu estilo, eu, superior, respondia: "primeiro aprenda o que é arte, depois aprenda o que é cultura, ou simplesmente aprenda o que é moda. Aí você poderá falar mal de mim". Só que hoje apenas deixo passar...

Pois é, 6 meses e acabei esquecendo da minha convicção.
Talvez amanhã eu vá ao cabeleireiro perdê-la de vez.


quarta-feira, 2 de junho de 2010

Festival dos Inhamuns!


- E nossa próxima parada é no V Festival do Inhamuns – Circo, Bonecos e Artes de Rua, aqui no Ceará! Haverá uma nova experimentação do espetáculo Lâminas na rua e uma apresentação do grupo Poemias do Mundo - irei participar dos dois =D. Já estamos arrumando as malas (pelo menos eu, os outros já arrumaram) e já amanhã iremos para Arneiroz (acho que é essa cidade mesmo).

- Hoje de manhã houve um "debate" (teatralmente falando) no curso de español. Uns eram a favor e outros eram contra a bater nas crianças para "educá-las". Fui em defesa da lei que está em processo de aprovação para que os pais que baterem nos seus filhos, mesmo que em pouca frequência e com pouca força, passem por tratamentos psicológicos. Sei que no final acabei apelando pra o poema "Avisão" de Ray Lima, e me emocionei junto com o pessoal da classe.

- E nessa próxima sexta haverá o IV Sarau Literomusical do Colégio São José. O tema desse ano é "No Ceará é Assim". Mesmo não estando presente, por causa da viagem, estarei participando: na ideia do slogan do evento e (talvez) com uma poesia que fiz junto com a Rayanne Keully, falando sobre Cordel no Ceará. Digo talvez porque entreguei a poesia em cima da hora e não sei se será apresentada. Se puderem ir, fiquem à vontade para ir no colégio (provavelmene a entrada é gratuita).

terça-feira, 18 de maio de 2010

PERDI FEIO


E foi feio mesmo o 2º jogo do Interclasse de Basquete do Colégio São José, ontem na praça Capistrano de Abreu, a partir das 18:40. Eu, David e Yuri contra Roberto, Alef e Alvin (pessoal lá da sala). Primeiro ponto foi do Roberto, e me preocupei. Não poderíamos perder. Eu era o único que treinava e, obviamente, o único que sabia jogar. 1 x 1, fiz o segundo ponto da partida.

Eu definitivamente estava mal naquele dia*, não acertava mais nenhum arremesso, nem o do lance livre: o time adversário fez 6 faltas e sobrou pra mim. Errei feio.

*Na verdade eu estava bem sim, quando estava batendo racha, 30 min antes de começar o torneio. Fiz cesta, marquei bem ("o foda é que ninguém toca pra ti!" - falei pra um cara que eu tava marcando) e meu time ganhou todas. Saí e depois voltei, confiante. Porém fiz merda alguma...

Mais um ponto, dessa vez não me lembro quem foi, mas não foi nosso - 2 a 1 pra eles. O jogo estava cada vez mais emocianate. Ser eliminado na primeira? Ah não! Tínhamos que fazer algumas coisa, e quando faltavam 7 segundos, junto aquela contagem regressiva dos torcedores, arremessei. Passsou direto, mas caiu bem nas mãos do David. Ele arremessou. 3... 2... 1 CESTA!

Empatamos no último segundo. Fomos para os lances livres, onde cada um tinha um arremesso e se fizessem, acabava o jogo. Errei os dois que tive direito nas duas rodadas. O David quase conseguia. Já tinha previsto a nossa derrota e quem marcou foi o Álvaro.

Não fiquei triste. Acompanhei os outros jogos com meu amigo Jerson até a final, que o time do 3º ano ganhou num jogo incrível contra o do 1º - os dois times eram/são ótimos. Foi 10 x 9. A noite estava bem legal... Mas o único problema é que não dei o melhor de mim na hora certa. Eles precisavam me ver no racha. Eu me preparei e me energizei o dia inteiro. Talvez por não ter usado na hora certa foi que nós perdemos. Se der, mais tarde trago vídeos pra vocês conferirem o Interclasse com comentários meus e do meu amigo Restart -Alan -, que estava filmando.

Esse dia foi muito louco, mano! LOL


sexta-feira, 7 de maio de 2010

Giletes do ser universal navalha


Depois do espetáculo em Horizonte - 27 de Abril, para um grupo de crianças leitoras - , realizamos outra apresentação do Lâminas no CCBJ (Centro Cultural do Bom Jardim) dia 6 desse mês, em Fortaleza.

Preferi o primeiro pelo espaço, pela minha atuação e pelo público (no final as crianças correram para abraçar o Ray e nos pediram autógrafos). Tudo foi 'energizante' naquele dia. Brincamos, criamos e fizemos as coisas com muita tranquilidade. Alguns choraram depois que sentiram a força do espetáculo. Achei que pelo menos eu fui bem melhor.

No outro foram acrescentados mais elementos (tanto objetos como falas inventadas na hora). A iluminação foi bem melhor, mas o espaço tinha menor amplitude, mesmo também sendo um palco. Havia menos gente, porém é como disse o Jair (percussionista e cenopoeta do Pintou Melodia na Poesia): _ É melhor uma apresentação com poucas pessoas e haver um debate do que um espetáculo com um monte de gente e quando termina o povo vai embora.

O público (muito difícil) foi jovens e crianças eufóricas - riam e bagunçavam sem parar - do Bom Jardim. A maioria assistiu metade e saiu. Os outros ficaram até o final e falaram o que sentiram e o que gostaram no espetáculo - fiquei com vontade de perguntar o que não gostaram. Ouvimos e debatemos juntos. Adorei as reflexões, que ficaram abertas também para um poema recitado por Ronaldo (um espectador). Foi o espetáculo onde se viu mais interação e participação da plateia, talvez.

Acho que todos que viram gostaram mais do último espetáculo. E têm razão: o lugar era melhor (ainda que um pouco menor), as luzes foram bem usadas pela equipe técnica, o público foi mais complicado (tem que ser, já que, como o Ray, disse "é deles que estamos falando"). Talvez o que tenha feito eu preferir o primeiro foi a minha energia. Eu estava com uma energia boa em Horizonte. Essa semana não... A cidade me deixa frio mesmo.

Aguardando pelos próximos espetáculos dia 13 e 27 de Maio no CCBJ